quarta-feira, 28 de maio de 2008

Hoje não pude segurar Saudades de pouco atrás...

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, uma alegria espontânea, uma naturalidade nunca vista, e era isso a todo o momento. Por vezes um mau humor, mas nunca uma briga. Viviam sem pressão, sem observar as coisas banais e sem menor importância. Mas viviam por si só, mesmo que não enxergassem isso, ainda. Era como você viver cercado por pessoas e ainda assim sentir a solidão.
E nada os separava. Até que separou.
Sim. Pelo simples fato de pensar na hipótese, de observar as coisas banais. Tudo isso porque resolveram acordar, abrir os olhos e passar a ver um mundo além daquele círculo vicioso, único, que desde sempre existira. Agora eles enxergavam a individualidade entre eles. Um tal preconceito barato de uma parte, um tal instinto de posse, ou apenas costume, se é que você é capaz de acreditar nisso.
E o telefone que antes tocava, agora já não toca.
E a partir daí as brigas que antes não vinham nem à memória, passaram a acontecer constantemente, pelas tais coisas banais e sem importância nunca percebidas. E tudo se tornou um caos, um tanto mais pra um, do que pro outro, ou talvez fosse só a tal forma de se expressar. Porque é sempre mais fácil se saber o que não quer, do que o que de fato quer.
E é fácil você seguir estrada quando já se tem ela pronta à sua frente, o difícil é você ir contra a multidão, na contra mão dos fatos, no sentido contrário da sua consciência, com pessoas te atropelando sem pensar no tal tempo vivido, sem pensar em nada, nem na naturalidade, nem no telefone que continua sem tocar até que venha um aniversário ou um dia de vestibular, assim mesmo, uma vez no ano que você espera pra receber aquele sorriso forjado ou aquele "parabéns" tão cínico, tão insosso, tão forçado, e antes tão espontâneo, tudo tão espontâneo. Era como enxergar a liberdade sem saber se ela realmente existia, naquele tempo, agora não mais.
E é em dias assim, de chuva, de sol, que paro pra pensar no quanto as pessoas são capazes de evoluir após certas situações, e o quanto é bom descobrir um novo mundo, pessoas, gostos ruins e bons, abraços, o tal sentimento verdadeiro que hoje vejo que não passava de sonhos construídos de papel.
Hoje eu sei. Hoje eu sinto.

7 comentários:

nathycow2 disse...

Eh, eh preciso aprender com as porradas da vida...E um dia eu aprendo...xD

'Sarinha costa disse...

seus textos me instigaaam
;xxxxxxxx

aqui ta da hora ;*

Sombra, o Homem disse...

como dizem: é vivendo e aprendendo... mas se achar algumas dicas a utilize!!! hehe

bom texto!

www.1irmao.blogspot.com
www.tirashd.blogspot.com

Letícia Castro disse...

Nossa, Yasha, quanto aprofundamento pra tão pouca idade, não? Vc é muito madura e sabe expressar enumeradamente o que está ao teu redor. Parabéns! E seja bem-vinda a um mundo novo, a uma vida nova com cada despertar do dia, vc vai continuar descobrindo coisas maravilhosas.
Um beijão pra vc e venha conhecer a gente tb, tá?
Letícia.

http://babelpontocom.blogspot.com

Leonardo disse...

Nossa muito tocante seu texto. Realmente muitas coisas acontecem para podermos aprender e sentir o verdadeiro significado de estar vivo. Parabéns!

Leonardo

Iaiá disse...

"Nada podia separá-los. Até que separou"

É exatamente assim...Gostei muito do texto.
Beijos

vaηio disse...

sabe?!
- sim, sim.
"somos o que sentimos"

s o m o s o q u e
s e n t i m o s


=*
ainda percebo que a vida é diferente, que na realidade é muito pior.