sábado, 28 de junho de 2008

Você é pessoa que nem eu, que sente amor, mas não sabe muito bem como vai dizer.

As palavras? Não estão. Aqui apenas aromas, odores e carícias...


Eu, não sei quem. Só sei que fui lá e tentei!
Tentei duas vezes e desisti... Mas repeti o erro mais de mil vezes e não me cansei do que acredito...
Virei madrugada, dei minha cara a bolacha, nadei contra a corrente, me levei pela ressaca, quebrei minha cara e ainda morri na praia! Só pra brincar de ser contente, pra acreditar que vale a pena ser gente, e de alguma forma é bom ser o que se é, pra conseguir o que se pode ter, e ter algumas coisas que não se consegue fazer, pra enfim sonhar sem fim, sem fim algum.
Sou eu quem encontra amigos em qualquer tempestade, amigo dos amigos de verdade...
Já busquei ouro em pó entre grãos de areia, tirei leite de pedra, briguei com a lua, fiquei sentada no meio da rua, não, e eu não tava chapada, tava certa, de olhos bem abertos, guardei uma flor no caderno, fiz até dança da chuva.
Me dei de engraçada, fiz rir...
Pintei minha cara de pata e fiz papel de palhaça, mas no meu circo, eu era o mágico que fazia o dia amanhecer no escuro e o sol se pôr do meu lado... E no picadeiro eu fui vaiada, e das graças da minha desgraça, eu mesma ria da cara do desgraçado.
Fui eu quem voltou no tempo, recolheu algum passado, pretérito imperfeito, e o tornou um futuro desajustado, perdida no tempo, fora da linha, sem seu espaço. Mas nada custou buscá-lo, consegui o que nunca tinha achado, vivi o que havia deixado, percebi antes de ter partido que recuperei o tempo perdido, fiz mais do que aquilo que nem tinha vivido, eu dei o beijo que não tinha dado, roubei o cheiro que nunca me saiu das lembranças, disse palavras que havia evitado.
Tudo pra tentar ser feliz, e fiquei do seu lado, mais ou menos amada...
Eu era o mágico que fazia o sol parar e ir pro lado contrário!
Achei ouro em qualquer pôr do sol dourado, bebi leite de pedra até ficar queimada, sim, dessa vez meus olhos estavam caídos, meu olhar tava ligado, disse sinceridade a quem estava do meu lado, tentei enxergar olhos na lua, meus amigos brindavam uma brincadeira na rua, escrevi um livro no caderno, quase morro afogada, quando deitada tomava banho de chuva.
Esta sou eu... Que busca a beleza pura, que se perde no verde, e se esconde no quarto. Uma menina novata...
Esta sou eu... Que sem saber se é impossível vai lá e faz.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Tudo muda, o tempo todo, no mundo.

Os tempos que passam deixam espaços vazios apenas preenchidos por um bocado de areia nos sapatos e um sorriso no olhar.

- Yah, o negócio é dar tempo ao tempo...
- Mas sabe que a parte boa é que com isso eu comecei a dar mais valor pros meus amigos, (aqueles que quando você precisa estão lá sempre)?
- Eu sou amiga do tempo...
- Puxa vida! É mesmo? Me apresenta? Além dessa história 'de dar tempo ao tempo', estou precisando de tempo pra mim, pra eu fazer as minhas coisas...
- Um minuto, tel.
- ...
- Ele falou que passa aí amanhã às quatro da manhã.
- Ele quem? Msg errada?!
- O tempo!

...

- Alô? Van, o tempo passou, mas eu estava dormindo. E agora?

Deixei o tempo em casa, dividido entre a segunda e a terceira gaveta do lado esquerdo da secretária. Não me apeteceu trazê-lo desta vez. Tinha pouco espaço nos bolsos.

É assim. Tudo acontece tão depressa que, por vezes, deitamos fora bocados de tempo sem sequer o termos usado. Por educação, por receio do tempo conseqüente ou ainda por tempos passados. As horas tornaram-se mastigáveis, mas difíceis de engolir. E só quando nos atrasamos um pouco no corropio diário do dia, e ficamos para trás parados num banco qualquer, é que nos apercebemos da estupidez que é tudo isto.
O mundo permanece uma fantástica aldeia onde as pessoas insistem em fingir que não se conhecem. Talvez por se esquecerem, à noite, do que se passou durante o dia, ou de dia, que a noite passou por elas. Não temos porção mágica nem somos, de fato, irredutíveis, mas acho que tão cedo não vamos desaparecer.
Mas ainda há esperança: Uns quantos seres respirantes, de vez em quando, sorriem e, imagine-se, dizem bom dia.
Quem me dera poder trocar de valores como quem masca uma pastilha...

Para quê ser um Jekyll, quando se pode ser um Mr. Hyde?

* Dr. Jekyll and Mr. Hyde (O Médico e o Monstro). - Filme estadunidense.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Foi como tentar andar de olhos vendados.

Tenho às vezes a impressão de que ele é apenas um fantoche guiado por mão secreta e invisível...

Ele não percebia que a mesma alma não pode abrigar duas paixões tão diferentes: elas não podem habitar ao mesmo tempo aquela bela casa. O amor é alimentado pela imaginação, através da qual nos tornamos mais sábios do que sabemos, melhores do que nos sentimos, mais nobres do que somos, capazes de ver a vida como um todo; através da qual, e só através dela, chegamos a entender os outros tanto em sua relação real quanto ideal. Só o que é superior pode alimentar o amor, mas qualquer coisa alimentará o ódio.
O ódio cega. O amor é capaz de ler o que está escrito na mais remota estrela, mas o ódio o deixara tão cego que já não conseguia ver nada além do estreito, fechado e estiolado jardim dos seus desejos mais vulgares.
Sutil, silenciosa e secretamente esse ódio ia aos poucos roendo a sua essência, tal como o líquen vai corroendo a raiz da árvore, até que ele não conseguia distinguir nada além dos mais mesquinhos interesses e dos objetivos mais medíocres.
O ódio envenenou e paralisou aqueles dons em que possuía e que o amor teria nutrido.
Estava perdendo a ela, a grande paixão da sua vida: o amor diante do qual todos os outros amores eram como a água barrenta diante do vinho tinto ou como o vaga-lume do pântano diante do espelho mágico da lua.
Mas, cego de ódio, não conseguia ver nada.
O ódio é a eterna negação, sob o aspecto emocional ele é visto como uma forma de atrofia que destrói tudo, menos a si próprio.
Então ele sentia a mesma compaixão e as mesmas emoções que qualquer espectador sente ao assistir numa peça a algo comovente. Mas não lhe ocorreu que pudesse ser o autor daquela medonha tragédia.
E ele perdeu, eis tudo.
Ela percebeu que ele não tinha entendido o que havia feito, mas não teve a menor vontade de ser a primeira a dizer-lhe aquilo que o seu próprio coração já deveria lhe ter dito, o que na verdade já lhe teria dito se ele não tivesse permitido que o ódio o tornasse tão duro e insensível.

É preciso que entendamos as coisas por nós mesmos, é inútil explicar a alguém aquilo que ele não sente e não é capaz de entender.
Tudo aquilo que somos capazes de entender está certo.

...Mas os próprios fantoches têm sentimentos: eles podem introduzir novos elementos nas histórias que apresentam e mudar o desfecho para satisfazer seus próprios caprichos ou vontades.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Fique mais, que eu gostei de ter você.

"Não sei dizer o que há em ti que fecha e abre, só uma parte de mim compreende que a voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas..."

Difícil escrever sobre ela... A famosa Soledade, dona dos olhos castanhos e do sorriso mais bonito desse mundo... Desculpe-me, mas está pra nascer mulher igual nesse século... Porque Soledade é Mulher com Eme Maiúsculo... Eme de Mãe... Eme de Maravilha... Eme de Mágica... (e bota mágica nisso!).
Uma super-heroína?
Não, nem tanto...
Soledade gosta do que é imoral, ilegal ou engorda (embora seja a pessoa mais correta que eu conheça)...
Na verdade, ela é mulher no ponto certo... Pronta para encantar... Pronta para acalmar...
Está sempre com os braços abertos, o café na mesa, a alegria na cara...
Embora quase-perfeita, ela tem aquela simplicidade que nega: "Que bobagem, eu não sou nada disso"... E eu escuto ela falar e fico quieta, pensando: Ah, se Vinícius de Moraes te conhecesse, vó! Se ele lesse a poesia que eu vejo em seus olhos... Ah "se todos fossem no mundo iguais a você"...
Soledade é isso aí.
Ela é música... Arte... Colo... Abraço apertado... Com suas caras, bocas e trejeitos, ela é referência... Ponto de apoio... Equilíbrio e panos-quentes...
A verdade é que ninguém sabe ser como Soledade é...
Inteira... Completa... Dona de múltiplos talentos e carinhos fabricados por ela mesma...
Precisa de inspiração? Olhe um segundo para ela... Mas antes, prepare-se! Soledade vicia e só faz bem... Depois de conhecê-la, você vai sempre se lembrar: Está aí uma mulher que sabe das coisas... E ela sabe! Sabe para sentir, mesmo antes de pensar...
Tem o sexto sentido aguçado... Descobre minhas vontades, decifra meus humores, faz o impossível para me ver feliz...
Devo um tanto da minha melhor parte a ela, que me ensinou a viver de um jeito apaixonado e cheio de virtudes...
Ela me mostrou que existem – sim! - alminhas bonitas no mundo que valem nossas dores, cores e (tantos) 'amores'... Com ela aprendi a andar com minhas próprias pernas, aprendi a acreditar, aprendi a amar e a receber, aprendi a afirmar: Amanhã será bem melhor, saravá!!
Soledade é assim: Poesia que não pára... Tons... Pausas... Letras... Força... E uma leve tristeza disfarçada...
Soledade é minha melhor frase... Meu melhor verso... Minha canção perfeita... Minha lua... Minha mais divina luz... Minha inspiração... Refrão e desabafo...
Passo dias pensando: O que fazer para deixá-la um tanto mais feliz? Foi aí que descobri... Sendo feliz, primeiramente... Acho lindo e simples isso... Ao contrário do que possa parecer, não é egoísmo... O amor se recicla e nunca é desperdiçado... A gente vê o outro feliz e - instantaneamente - fica feliz também... Já sentiu? É perfeito! Por isso, devo confessar: O que me faz acordar todos os dias com um sorriso estampado na cara é saber que posso entrar por aquela porta e fazê-la sorrir, talvez pela última vez... (e - porque não? - ás vezes, também, chorar)... Cada conquista, cada emoção, é um presente meu para ela... Um agradecimento (lá do fundo do coração) pela sorte de ter um dos maiores presentes já ganhos: a presença dela em minha vida!
Por ela, eu desafio a mim mesma... Por ela, eu me atrevo a ser melhor... Por ela, eu ouso acreditar que músicas serão gravadas, livros sairão do papel e gatos subirão - satisfeitos - em telhados de casa de vidro...
Por ela, eu sou...
E sei que pouca coisa importa tanto, quanto as miudezas de uma vida com ela... A risada infinita... O abraço grudado... Aquele brilho no olhar que é um pouco do céu...
Quando chego à casa de Dona Soledade, ela responde lá de dentro com a voz mais doce do mundo: "Oi, minha flor"... Nessas horas, eu fecho os olhos e agradeço (porque ela também me ensinou a agradecer pela vida): Obrigada pela melhor avó do mundo ser a minha!
(Sorte nossa que entendemos o encanto de amar e se doar como ponto alto da vida... Obrigada por me ensinar a ser... Obrigada por vibrar comigo... Obrigada por me fazer seguir em frente... Obrigada por me ensinar a dar valor a todas as pequenas coisas da vida... Elas fazem realmente a diferença... Uma música... Um sorriso... Um verso... Uma taça de vinho... Ou o seu olhar...)

A dor vem quando você passa a sentir que está perto de perder alguém assim, tão importante na sua vida.

"...Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas."

terça-feira, 10 de junho de 2008

A noite gira e todo mundo dança o que puder.

Que a noite seja sempre menor que o meu sono,
E este quarto não seja muito pequeno, por favor.
Adormece-me logo, pois o medo já sabe que é tarde.
Cala esse barulho, cala esse barulho que não cessa.
Cala essa voz que não cala e, na calada da noite,
Aperta-me o peito.

Que o céu seja sempre pequeno visto daqui pela janela,
Que o céu seja muito pequeno, que o céu não seja muito grande, Por favor.
Não ofereça um céu imenso aos meus olhos sonolentos.
Não cutuque meu sono, não afugente meu sono com ninharias sobre estrelas.

Que seja sempre rápido o fechar dos olhos
E curto o tempo entre deitar e adormecer,
Qualquer passa-tempo me ofereça,
Qualquer distração ou coisa boba,
Que nada tenha a ver com palavras belas,
Qualquer coisa que não me faça falar sobre as estrelas.

Que os meus sonhos sejam simples,
Um campo, uma nuvem, um lago,
Não me faça sonhar com pessoas,
Não quero lembrar meus sonhos bons, não quero.
O melancólico despertar, a incerteza do acontecido,
O gosto na boca, leve tudo para longe de mim.

Quero o escuro. Não quero a fresta da porta,
O passo desconhecido, Ninguém mais eu quero.
Quero dormir sozinha com ninguém no pensamento.
Não me cortarei no escuro, não pedirei ajuda,
Não esperarei alguém.

Basta o dia e seus desencontros,
Basta o dia e suas frustrações,
Basta meu dia ser dos outros, basta, por favor.
A noite é minha.
A noite escura,
A noite silenciosa,
A noite só.

É só minha a noite.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Quando o nada se apropria, qualquer coisa vira borda de piscina.

Para de ir ô! Para de ir para onde não se sabe ir. Para de achar que indo tudo ficará bem. Enquanto não parar um pouco, não se encontrará jamais. Não é indo que se vai. É sentindo. Neste exato momento, se olhar para um espelho não encontrará respostas. Vazio. Sensação de desconforto. Não é indo que se vai.
"Haverá paraíso sem morrer?". Não. É preciso morrer. Em doses miúdas, é bem verdade, mas sempre será preciso morrer para encontrar o paraíso. Como o paraíso é inconstante! Como a vida é inconstante! Como estou descalça e suja nesse dia incolor.
Sempre achei que encontrar traria a felicidade. E quando encontrar é perder? O que se faz? Onde fica o chão? Parem, por favor, parem todas as máquinas, parem o tempo, parem o ciclo, parem a nave!!! Preciso do chão. Pisar. Preciso.
Agora, quero a quietude sem rastros. Deixar rastros de inquietude por aí não me satisfaz mais. Não quero caminhar de qualquer maneira. Quero encontrar a maneira de hoje. A de amanhã, é a de amanhã. Deixa ela quieta. Mas, quando não acho a de hoje, o que faço?
A única coisa que sinto é vontade de gritar, de espantar toda essa incoerência, essa corrida vendada.
Verdade. Lentamente, descubro que preciso de um tempo para mim. Descubro que essa pessoa que se olha no espelho não existe. Está morta. Existe um serzinho brilhante querendo dizer: cheguei, estou aqui, abre a porta. Abrir a porta é quebrar o espelho da consciência. Pelos cantos da casa sem teto, sinto medo.
Quero um copo. Um copo de vidro vermelho. Quero quebrar o copo. Vestir uma saia cor de abóbora e sair por aí, sem rumo. Quero não ter que falar nada para ninguém. Quero ficar só. Sair daqui agora, achar um esconderijo limpo e cor de anis para me esconder um pouco. Bem pouco.
O fogo passa por minhas mãos e passa. Cadê ele? O efeito se perdeu. Não me desconectei. É preciso respirar. Respirar. Preciso encontrar o ar. Não tenho mais ar. Raso e rarefeito momento de medo e reflexão. Isolamento intenso. Pedaço de momentos. Dispersão.
Amor. Amor que chega rasgando. Felicidade que machuca levemente.
Ei, alguém para me dar um susto! Estou com soluço.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Uma Sinfonia.


Assim prosseguia ela, vacilante e o coração opresso, entre o céu e a terra com as suas forças sempre ativas, e nada mais via senão um monstro que devorava eternamente todas as coisas, fazendo-as depois reaparecer, para de novo devorá-las.
E tentavam convencer que é mesmo assim, que a dor se cura em dor que a dor produz, assim como da luz se faz a luz. Que todo meio sempre vem do fim.
Com o tempo se acostumariam à idéia de viver sem a presença dela e, sem dúvida, se sentiriam aliviados. Não passariam mais pelo constrangimento de ter que justificar seus modos selvagens, sua costumeira clausura, seu silêncio telepático e aquela velha mania de transformar a vida em teorema. Veria os anos caminharem lentos no compasso de cada dia de sol, eclipse e tempestade. E cravaria a sorte no tronco espesso que sustentaria seu mundo. Fabricaria histórias frondosas das pessoas que habitavam as cavernas de seu coração. Plantaria as sementes na certeza de que alguém, algum dia, colheria seus frutos. Aos domingos tomaria chá ouvindo um radinho de pilha, carregando no olhar a certeza de ter feito as coisas do seu jeito. E já não seria mais necessário contemporizar seus modos bravios, sua reclusão habitual e aquela velha mania de transformar a morte em teorema.

domingo, 1 de junho de 2008

"Be Happy"

E lá estava ela, pensando só, ali com seus botões. Tinha mania de se perguntar. E perguntava. Mas nem sempre se respondia. Hoje acordara com a idéia de obrigação que o mundo impõe de sermos felizes sem ao menos saber o que é ser feliz.
"O que é que se consegue quando se fica feliz? Ser feliz é pra se conseguir o quê?"

Andara vendo umas fotos nos seus álbuns, sempre com uma dedicatória abaixo, e em todas as mensagens uma frase em comum: "Seja Feliz".
Alguns cartões antigos, numa velha caixa mofada, coisas escritas com todo amor por bons namorados, fiéis amigos, familiares e afins. E lá estava a mesma ladainha: "Seja Feliz".
Todo ano recebia telefonemas no seu aniversário, daqueles que faziam questão de ligar, e nas palavras não podiam faltar o "Seja Feliz".
Era quase como uma tortura, a sentença estava nas canções que ouvia, no fim das cartas, nos outdoors, e até nas camisetas que via por onde passava, em cores fortes, "Be Happy".
O problema é quando percebemos que nunca seremos "o funcionário do mês", "o orador da turma", "o craque do time", "a mais bonita da festa". E alguém nos flagra chorando escondido, se aproxima e sussurra: "Não chore, você ainda vai ser muito feliz".
Não há como escapar, lavagem cerebral, já nascemos com essa responsabilidade. E todos esperam isso de nós e assim seguimos adiante tentando cumprir a obrigação que nos foi delegada. E, quando nos damos conta, a vida já passou e nem deu tempo de fazer mais nada porque estávamos estressados demais tentando ser felizes.