segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Pra não falar de amor...

Hoje eu não quero falar de amor, pensar em amor, lembrar de coisas que um dia se apresentaram como possibilidade de... Amor. É que mentira tem perna curta e eu não estou mais a fim de começar tudo de novo, acreditar naquelas conversas cheias de boas intenções, pra depois terminar em desafeto, falta de cuidado a ponto de: -Putz! Não era bem isso que eu queria...

Acho que é porque está frio e ontem foi ontem. E lembrei de tempos atrás quando eu era capaz de inventar mil surpresas sem a menor vontade de impressionar, apenas pra... Ver você sorrir? É isso. Você sorria para dentro. E aquilo me incomodava... Por isso eu bolava novas maneiras de encantar, fazer carinho quente bem debaixo da asa esquerda que eu julgava quebrada.

(Saudades do tempo em que tu não me fazias falta alguma. O meu apego sobre as coisas que tu deixaste aqui é incontrolável, não vou mentir, sinto raiva de ti, de mim, do mundo e de como as coisas mudam rapidamente, então me diz com sinceridade, pra que me mudar e depois se mudar de mim? Juro, não entendo.)

Mas o anel que tu me deste era de areia. A mesma que a gente pisou sem deixar grandes marcas. E isso agora incomoda. Aquela minha total disponibilidade e a sua incapacidade de se deixar amar. Hoje eu vivo olhando o céu, buscando gaivotas mesmo longe do mar. Lembra que você costumava desenhar gaivotas no quadro negro, na ausência do professor?

E fazia versos e tocava violão e me revirava por dentro. Descobria desde a tristeza dos meus olhos até o sonho mais escondido. Desde então nosso brinquedo preferido era fazer-de-conta... "-faz de conta que te amo"... (Diria que é o tal mundo moderno, onde nem quem se diz de alguém realmente faz por valer. E tenho dito.) Mas hoje eu não quero falar de amor, pensar em amor, lembrar de coisas que um dia se apresentaram como possibilidade de... Amor.

6 comentários:

Calango disse...

Que contraditório...

Primeiro vc fala:

"Hoje eu não quero falar de amor, pensar em amor, lembrar de coisas que um dia se apresentaram como possibilidade de... Amor."

depois só fala de amor...


é triste, chato, estranho, não sei...

o amor...

não tenho certeza se já senti de verdade...

no começo tudo é um mar de rosas tão lindo... Mas como eu insinuei no meu perfil do orkut "em mar de rosas não se entra... vc vai se furar"

as coisas vão ficando monótomas, sem sal e o pior de tudo é quando vc faz uma surpresa que não parece surpreender... e pior ainda é quando a pessoa antes se surpreendia com este tipo de surpresa...

é sinal que o outro não se importa mais com as coisas que vc pensava que se importava...


O amor é algo perigoso...

MinGuarino disse...

Vc simplesmente traduz sentimentos !
*.*

Ellen Regina - facetasdemim disse...

Para quem não queria falar de amor até que o texto ficou legal, srsrsrs.

Junior disse...

hmm, pelo menos vc teve um previlegio de se cançar do amor, eu nem cheguei e senti-lo =P

-Jr

O Profeta disse...

Esta humilde folha solta
Este Vento que fala docemente
Abre-se a alegria da terra
Ai este Sol de sorriso presente

Um manto tecido pelas brumas da manhã
Uma mão segue o Sol outra a emoção
O orvalho que dança no celeste
Ganha a cor da exaltação



Convido-te a pintares o teu olhar com as cores do arco-íris




Mágico beijo

Fahad M. Aljarboua disse...

bem... concordo com cada vírgula... afinal não há melhor forma de "não-falar" de amor do que falando das dores do amor.. dos espinhos.. ou como queira chamar..

como alguém falou ai em cima.. "é triste, chato, estranho, não sei..."
bem eu diria que o amor é a junção de todos os sentimentos e sensações que nós conhecemos e mais ainda algumas que agente desconhece.. e que a melhor forma de definí-lo é o trasnformar em indefinição..

enfim.. é complicado..