domingo, 16 de novembro de 2008

Fazendo as pazes comigo.

"Você não é um rio cheio que eu não possa atravessar".


Não lembro mais o dia da semana. Lembro ter sentido uma dor enorme. Mas não era no peito. Era uma dor difusa, que nascia na ponta dos dedos e se espalhava pelos braços e pernas até atingir em cheio minha cabeça. Tentei usar a cabeça, ser racional. Tudo que consegui foi desligar o computador e pedir ao professor para ir embora. Queria sair dali o quanto antes. Queria chorar na rua, enquanto não chegava em casa.

Lembro que fui a pé, sem rumo, entre ruas que muitas vezes nem sabia do nome, era assim que eu queria. Um ou outro passante observava minhas lágrimas caindo e meu rosto muito vermelho. Não lembro mais do ano. Mas lembro que era dezembro. E em dezembro as dores são mais sentidas. Cheguei em casa e tudo que fiz foi tirar a roupa e cair na banheira morna, quase quente.


Pausa. Respiro.

Final de 2008. Resolvo que vou de novo dar um rumo aos meus dias. Chega de 'descompromisso', de farras homéricas, de infelicidade. Chega de saudade. Tenho poucos dias para deixar tudo em ordem: das contas, ao coração rasgado. Passando pela intolerância, pela incompreensão imediata de alguns, pelas frases mal-costuradas dos últimos tempos.

Estou ciente de que não sou uma pessoa infeliz. E contente em ter o que tenho diante de um mundo cada vez mais desbotado. Mistério, como diz o Gil, sempre há de pintar por aí... Mas quero a sorte de dias mais tranqüilos e menos embaraços na hora de bater de frente com uma promessa concreta de felicidade. Nem velha. Nem nova. Tenho o melhor dos dois mundos (como disse a alguns poucos que me são caros).

Não vou sujar minha barra tentando limpar a sujeira dos outros. Tenho uma lista enorme de motivos pra ser feliz. Vou aproveitar minha energia para partilhar mais, para conversar horas ao telefone, para jogar muito e morrer de prazer com isso. Para escrever, ler, ouvir, ver e sentir como sempre fiz: acreditando tanto na fantasia que ela acaba se transformando em realidade.

Como dizia meus queridos Hermanos: "Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz..."

6 comentários:

.Intense. disse...

Yashashitzu? que menina bonita.
Oo


Adorei o texto, e não sei se era o que vc prometeu - mas como sempre, me vestiu direitinho. Inteeeenso. Engraçado que ele me lembrou, dores intensas que eu resolvi dessa forma - mas em seguida, deletei elas e nunca mais pensei. Nem sequer olhei pelo buraco da fechadura, pra dar uma espiada.

"E em dezembro as dores são mais sentidas..."

Sabe, Yasha? não qro mais dor esse ano, nem mesmo e muito menos as de dezembro. Amei o post. Amei 'ver vc'...

Sabrina disse...

Oi! Vim comentar!!

^^

Tópico em uma comunidade no orkut!

Se puder me visite!
sabrinavaz.blogspot.com

Beijinhos e Sucesso!

Vanessa disse...

Yashaaaaa
arrepiei quando li esse texto!
arrepiei...
Nossa, me tocou.
Eu ainda tenho muitas coisas com 2008. Muita dor pra cessar, muita alegria pra distribuir. Preciso correr!!

Iaiá disse...

Muito bom.
Ser feliz é uma decisão diária.

Rafael Cury disse...

Menina, como você escreve bem! Adorei.

saarinhacosta disse...

que texto rico.
O que você escreveu da pra refletir bastante sobre a vida.
Beijos, gata
saudades