sexta-feira, 10 de abril de 2009

Ps: I love you.

Não sei exatamente por onde começar, as coisas acontecem rápidas demais, chegam e logo terminam, e então fica aquela angústia por não saber o que é que aconteceu de fato, se começou, ou se apenas acabou sem começar.

Esse maldito ponto de interrogação, esse maldito quase que me atrapalha, essa coisa de assistir aos filmes que mais amo e me lembrar de ti há todo momento, essa coisa de chorar agarrada no travesseiro até perder o fôlego e de ficar doente só pra pensar em pedir colo, essa coisa que não tem mais nome, que me consome todos os dias da hora que acordo até a hora que penso em dormir... Essa coisa que tem seu nome, sua identidade, sua foto estampada, seu cheiro, seu gosto, essa coisa que por mais que eu fuja, sempre, sempre está perto de mim.

Amor é mesmo uma coisa engraçada. Passei os últimos anos amando alguém, e parece necessidade o ter pra chamar de 'meu', pra dizer 'te amo', pra estar junto e ligar pela manhã. Ele, só. Colecionei paixões, corações, amigos, mas amores, amores eu não colecionei. Colecionei frases, cartas, presentinhos, anéis, músicas, choros durante a madrugada, pés na bunda, feridas mal cicatrizadas, mas o amor, o tal do amor eu não cheguei a colecionar, a guardar na caixa. Estranho que passei a maior parte do tempo amando alguém, às vezes achando que amava, mas aí dizem que amor não acaba, e acho mesmo que não acabe, acho apenas que muda. Troco de roupas todos os dias, porque não trocar de amor? Posso trocar de ‘amor’ sempre sem precisar trocar a pessoa que amo. Troquei meu 'guarda roupas', guardei as melhores peças pra usar um dia, quem sabe quando elas voltarem à moda. Enquanto isso eu te espero.

Não sei onde as coisas terminam, mas não duvido de que um dia elas terminem.

2 comentários:

Rafael Cury disse...

A gente sempre acaba vestindo novamente um sentimento antigo que estava no fundo do armário. Porque diferente das roupas, eles não envelhecem. Lindas linhas, como sempre. Beijo.

.Intense. disse...

Esse texto me lembrou um papo que eu tive com o poeta aí de cima...que nós diziamos ter vontade de guardar os sentimentos na última gaveta do armário e não mexer mais...

...mas foi a primeira vez, q eu li e me confundi, Yasha. E não sei oq dizer.

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