sábado, 18 de julho de 2009

"...mas o coração continua..."

Ontem eu passei mal. Uma falta de ar que, vez-em-quando, faz parte de mim. Hipoglicemia. Foi forte ontem, muito forte. Eu tremia muito, parecia mais um ataque epiléptico. Tive medo, muito medo. Mas (apesar de) você veio até mim, me segurou, e todas as vezes que eu tremia com mais intensidade você me abraçava mais forte e fazia parar. Ficou comigo até eu conseguir dormir, até mais de quatro horas da madrugada. Deixou-me protegida, foi meu casulo, minhas palavras que faltavam, meu guia, e não tirou, um só minuto, os olhos de cima de mim.

É que eu peguei a contramão sem perceber, sabe? E aí os dias ficam confusos, nublados, doídos. Mas foram bons esses dias, assim desse jeito, sem muito jeito mesmo. Foi como te falei um dia, lembra? Falei que tinha rasgado a roupa enquanto atravessava a pé o vasto campo. Você me disse que o terreno estava minado, que eu corria o risco de... Aí eu disse: não. Enquanto te espero faço um rico bordado. Foi isso mesmo que eu disse? Já nem lembro. A música estava alta demais e resolvi apostar em outras garantias de sobrevida, resolvi não acreditar muito quando você prometeu "eternidade", "pra sempre" ou "nós dois". Aprendi que tudo é tão transitório, tão móvel, tão pouco palpável. Vamos combinar apenas isso? Eu, você, os anéis de saturno e aquela alameda imensa onde passei a acreditar no invisível dos dias. E onde, também, comecei a nos perder de vez.

3 comentários:

Danila :) disse...

o coração tem sempre que continuar..

;*

.Intense. disse...

adoro essa frase.

engraçado que antes mesmo de chegar aqui, hoje pensei sobre mim e outra pessoa, 'nós dois': foram tantos caminhos até aqui, que a gente já não sabe como chegou, ou onde se perdeu...

=~

Thais Motta disse...

Tem presente p. vc no meu blog .

Passa la (:

:**