terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Mergulho.

As palavras secam, o coração parece que aperta vez em quando, e o único pensamento no momento é não. O desejo se esvai como em goteira, mas nenhuma lágrima escorre. A alma parece que está manchada, ferida, líquida, corrente. Barco à deriva. O dia nasceu lindo, contudo, cheio de sol e luz. (E é daí que surge a verdade: Ele sempre nasce, independente da nossa vivacidade). O ar está limpo e o clima é um consolo para o corpo cansado, até ontem tão encolhido. Há uma chance, talvez mais de uma, quem sabe todas. A esperança está acesa como vela. Não vou me anestesiar, nem me abater, tão pouco vou meter o dedo outra vez na tomada. Aprendi, e a lição não foi esquecida. Acho que até já sei cuidar de mim. Sei enxergar, escolher, cuidar dos meus tesouros. Já entendo que alguns trechos do percurso terei que cumprir sozinha, e apenas sozinha darei oportunidade a novos encontros, novas tentativas, outras cicatrizes. Aceito. Meu sangue volta a se aquecer. Sinto como se estivesse deitada sobre a areia da praia, sonolenta e sentindo aquela brisa que vem, passa, mas deixa um pouquinho dela comigo. O mar me seduz e logo me vem a vontade de me entregar às águas e ao sal, à agitação das ondas e do vento. Entrarei no oceano, mas sem perder o pé, porque quero voltar, lavada e limpa, para continuar a minha caminhada.


Acabaram-se as viagens, acabaram-se as provas (e acabou todo esse sumiço no blog também). Sensação de alívio, apesar dos pesares. Agradecida aos que não deixaram de vir. Beijo de tanta saudade disso tudo. :*

Um comentário:

Mel disse...

"O dia nasceu lindo, contudo, cheio de sol e luz. (E é daí que surge a verdade: Ele sempre nasce, independente da nossa vivacidade)". E ele sempre nasce, para nos fazer entender que sempre vale a pena, e mesmo que as vezes demore, a gente sempre acaba aprendendo.