domingo, 9 de maio de 2010

"Torna-te quem tu és."


Estou aqui. Mas aqui dentro, em mim, e está bom. Muito. Agora só me alimento e crio corpo - um novo, um outro - e antes de me reparir contemplo essa nova pessoa que gesto. Suponho o que vai herdar de mim, adivinho o que terá de único e próprio, ensaio um acalanto e aceitações dos novos defeitos que virão. Agora sou minha mãe e, entre conselhos e apreensões, não sei quantos anos-luz me separarão de minha nova geração. Quão diferente serei de mim dessa vez?
O feto ainda não virou fato - mas já chuta.