sábado, 24 de julho de 2010

"Só me resta a vida inteira..."

A gente nasce todo dia, todo dia mesmo. Mas há um dia, aquele, que foi feito para a gente (Ou, nós tivemos a teimosia de ter aquele dia como o nosso). 24 de julho foi o meu. E não é um dia como outro qualquer, eu não vejo assim. Ele é o nosso dia. Dia de se procurar pensar mais em si. E nem interessa qual é o motivo da minha vinda ao mundo. Um? Dois motivos? Que diferença faz? O motivo maior é viver. E, nesse caso, eu vivo. Vivo e nasço todos os dias. Hoje eu não quero remoer o que me atormenta há 11 anos a cada 24 de julho. Quero ter uma lembrança bonita daquela pessoa sempre acolhedora, sim, mas que agora essa lembrança fique guardada de um jeito que não me machuque, de um jeito que só me faça abrir um sorriso bonito quando vier no coração do quanto que foram bons todos aqueles momentos, do quanto que foi sublime enquanto tudo aquilo existiu. Quero aproveitar o meu 24 de julho. Ele é meu. De tantos outros que nasceram hoje, mas é meu!

Talvez a fuga esteja nas menores coisas, e talvez de tão pequenas sejam enormes... E talvez de tão enormes, sejam pequenas o suficiente para limparem a alma, lavarem os sentimentos, e purificarem os pensamentos, até aqueles dos cantinhos.

"Não quero a vida imperativa, quero a não definida, a infinita - se possível."

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