segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Na ignorância do mundo, sonhei em ser pássaro livre.

Como se a chuva viesse com as nuvens baixas. Como se a chuva trouxesse o mar em fúria. Como se a chuva deixasse nosso ser nublado. Como naqueles dias de invernos em que as nuvens são escuras, negras, quase não se imagina o sol por detrás do frio. Como se a chuva viesse nesses dias com o vento que a faz voar como passarinho pelo céu, e nós aqui, agasalhados até aos ossos, os guarda-chuvas não funcionam, dobram, quebram, e nada se pode fazer senão deixar que o inverno passe, pensar que sim, que o inverno ainda há de passar e que essas nuvens baixas e ventosas são passageiras.

2 comentários:

Águas Escuras disse...

dvemos sim acreditar no sol em tempos de chuva forte. Ainda qu nao o vemos e tememos que ele possa ter desaparecido.
Vale a pena esperar.

jkmoranguinho disse...

O problema é que quando estamos no meio de uma tempestade o tempo parece que não passa. A aflição que dura por umas horas parece se eternizar.

Gostei querida!
Parabéns pelo Blog!

beeeijos.