domingo, 30 de janeiro de 2011

"...Eu tive tanto amor um dia..."

Um dia o Caio Fernando Abreu falou assim: “De vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme. Só olhando você, sem dizer nada, só olhando e pensando: Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando...”

E então eu leio isso repetidas vezes e a minha única reação é implorar aos céus, com todas as minhas forças, que você vá encolhendo. É. Encolhendo, diminuindo aos poucos, se tornando menor a cada dia, atenuando, abrandando, abreviando, reduzindo, decrescendo, suavizando, minorando, até que seja possível eu te ter entre o polegar e o indicador e te arrancar da minha vida com um simples sopro. Porque você me dói muito, de vez em quando.

E me digam: Tem coisa mais autodestrutiva do que insistir?

2 comentários:

João disse...

Uns querendo esquecer, outros querendo lembrar de algo bom. É sempre um problema, né?
É aquela de "quem tá fora, quer entrar" e vice-versa.
Gostei de lembrar da historinha do João de Barro que você falou. É bem aquilo que você disse mesmo, mas nem todo mundo consegue ver por esse lado. Felizmente ou infelizmente, cheguei a uma fase de desinteresse. Quando não, eu mesmo me faço de desinteressado. Vai ser uma forma de lidar com essa falta de sorte no amor que ronda a minha vida desde o principio, hehe.

Se cuida!

Não passei aqui antes pq passei o final de semana de cama com dengue. Acredita? ¬¬

Beijao!

Luciana Lís disse...

insistir é doloroso, deveras. pior ainda é quando a insistência não te obedece, a isso damos o nome de esperança infundada. foda!

lindo trecho do Caio.
lindas as tuas palavras tbm!
Força e beijão!