quarta-feira, 2 de março de 2011

O revés de um parto.

Hoje vou ser breve. É que tem dias que o choro quase sai, mas prefere ficar preso na garganta. E daí é a pior das sensações... E daí é complicado falar qualquer coisa.

Parece estranho eu me sentir mais distante dela estando aqui na Paraíba. Hoje faz um mês que a Minéia foi fazer festa lá no céu, mas no meu coração parece que já faz um ano. E a cada dia que eu sinto que vou perdendo um pouquinho mais de mim, ela vem e me recompõe, lá de cima, com sua luz e seu sorriso aberto bonito, e me faz caminhar firme. Li por aí, dia desses, que quando morre um menino, quem é ou já foi menino se vai um pouco, e acredito que o sentido é esse mesmo.

Esses dias eu aprendi, na própria pele, que consolar sofrimento dos outros é lenitivo inútil e que deve ser por isso que o meu sofrimento anda tão inconsolável. Aprendi também que dor não tem condição social. Imagina então quando ela é o revés de um parto, realidade dos pais de Minéia Franco, musicada por Chico Buarque de Holanda.

Meu sentimento e minha saudade de ti só aumentam a cada minuto, meu tesouro.

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