sábado, 2 de abril de 2011

"Deu saudade, só isso. De repente, me deu tanta saudade..."


“Uma vida contém muitas vidas”. Contém despedidas, contém alegrias, contém ausências, contém histórias. Histórias repetidas, histórias não vividas, histórias contadas, palavras nem sempre ditas, palavras declamadas. Uma vida contém dias inteiros, dias compartilhados, dias de silêncios. Uma vida contém canções, poesias, amores vividos, amores terminados e grandes amigos. “Uma vida contém muitas vidas”, lembranças, abraços e partidas.


Se todos fossem iguais a você, as paredes teriam a cor da felicidade estampada. Os passos seriam leves. O sorriso, fácil. As notas de rodapé estariam todas em letras maiúsculas. Pediriam cuidado. Seriam distraídas e poéticas. Se todos fossem iguais a você, os dias seriam mais leves. As palavras seriam ditas mais claramente e diretamente, embora sem magoar. O orgulho seria retraído e o perdão antecipado. A atenciosidade e o cuidado se sobressairiam. Se todos fossem iguais a você, as horas seriam menos exaustivas. As piadas teriam mais graça. Todos os dias seriam de festa. Teria sol em todos os meses do ano. O sentimento seria mais exposto e a verdadeira amizade teria o significado que lhe cabe. Se todos fossem iguais a você, haveria mais dedicação. Haveria mais carinho, mais abraços, mais companheirismo, mais conversa, mais amor ao próximo, mais dias claros e menos detalhes. Se todos fossem iguais a você, os momentos seriam mais fáceis. O rancor seria demolido e o amor exaltado. Os campos seriam de girassóis, lindos e vivos. Os dias soariam como música ao pé do ouvido e uma risada ecoaria sempre aos quatro cantos.

É preciso abraçar a leveza para se pertencer, e alguns encontros e despedidas para ser [in]completo. Esta música fala sobre isso. Das coisas que não temos mais. Das coisas que teremos para sempre...

Sinto tua falta como se não tivesse mais parte de mim. Foi você que sonhou todos os meus sonhos comigo, que me fez forte e, que com sua ausência, me deixou tão frágil.

Hoje faz dois meses que você nos deixou e a saudade que você me faz não é nada que se possa dizer nem conter. Só você mesmo para ter idéia da falta que essa sua cara de bobalhona, como você mesmo dizia, me faz. [E que saudade, em Marley?!].

Se cuida, meu anjo. Por favor, se cuida bem.

Um comentário:

Dayane Soares disse...

Saudade. Sentimento compleeexo.