sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Uma nota de carinho (e delírio).

"Doce é sonhar.
É pensar que você
Gosta de mim
Como eu gosto de você!"
[Tom Jobim]


É quando deito a cabeça em teu peito e faço de conta que o algodão da tua camisa é a textura do teu coração. Deve ser. Não pode ser engano meu, pois é macio demais. Igual você é por fora. O que me faz crer que teu coração e todo o teu resto é macio também.

É quando meu polegar pressiona seu pulso, de leve, e faço de conta que já estou lá, no teu coração. Só enquanto não me deixa segurar tua mão. E eu me sinto minúscula quando te abraço e encosto a minha cabeça nesse teu peito gigante.

É quando estamos em pé esperando pelo ônibus que não passa e eu rezo para que ele não passe, pois eu não quero te soltar, porque quando te abraço, o resto do mundo é só paisagem, é passagem. E eu me sinto minúscula assim. Minúscula e gigante de um amor cintilante. Aquele que não muda as minhas cores, mas pelo contrário, as protegem e traz mais brilho.

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