domingo, 31 de março de 2013

Farinha do mesmo saco.

"Se for pra terminar, termine direito. Sem contatos, sem telefonemas, sem mensagens de saudade, sem nada."

Só queria te pedir para parar de destruir meu telhado, a chuva está chegando e você já foi embora há dias. O prêmio não é valioso em um jogo de trapaças, e meu sorriso, antes tão largo, já apresenta outro semblante quando falo de você. Você me curou, e bem sabe disso, mas agora faz questão de destruir tudo, na mesma proporção, até deixar como encontrou, egoísta que é.
Não estraga o que você deixou de bonito em mim, não pinta de cinza o arco-íris que demorou tanto para surgir, não (im)planta espinho onde só tem espaço para flor.

E eu que dediquei tanto carinho a você, te resgatei na tua pior turbulência, estive ao seu lado quando mais (e quando menos) precisou de alguém, terminei como pó. E você, a quem eu dizia que era "o avesso do avesso do avesso do avesso", não passava de farinha do mesmo saco.