segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Do amor que chegou em mim (e ficou).

(Baseado em texto de Fabrício Carpinejar)


Demonstramos o amor rapidamente em atitudes. Só que o amor mais lento e forte é aquele feito em palavras. Quando as palavras são ações. Quando as palavras não podem ser apagadas, porque tem alguém do outro lado para ouvir e anotar na pele. Quando tem alguém do outro lado para pedir que elas se cumpram. Quando tem alguém do outro lado para cuidá-las. Dar a palavra é dar um beijo sempre. Dar a palavra é não se esconder no medo. Dar a palavra é curar o coração do outro. Dar a palavra é confiança. Dar a palavra é honra. Dar a palavra é fidelidade. Dar a palavra é confidência. Dar a palavra é admirar o que tem dentro da palavra. É habitar a palavra, é morar com a esperança dentro da palavra. Eu sou uma pessoa de poucas palavras. Sempre contida nos sentimentos. Sempre reservada nas emoções. Sempre cuidadosa na hora de comentar minha vida. Mas tudo o que eu digo é intenso, é tumulto da verdade, eu não voltarei atrás. Tudo o que prometo é tão pensado, tão desejado, tão arrebatado, que não tem mais como destruir. O tímido não mente, só demora a se entregar, pois pretende ter confiança para não iludir ninguém, nem a si mesmo. A palavra, para mim, não é brincadeira, a palavra é fato. Quando eu falo, o corpo inteiro fala. Quando eu falo, o pulmão inteiro bombeia o som da respiração. E quando eu digo "eu te amo", eu escolhi o único homem que seria capaz de ouvi-lo. O único homem que merecia esta frase.


Para ele, que sabe do amor e dos dias azuis.